quarta-feira, 21 de maio de 2008

Deu a louca no Olimpo

Helane Carine Aragão

Os deuses estão zangados com os paulistas. Com os paulistanos adotados também. A constatação ocorreu depois dos tremores sentidos ontem, 22 de abril, nas terras de lá de baixo. Segundo o G1, site de notícias da Rede Globo – alguém sabe por que deixou de ser globo.com e passou a ser G1? – 32 cidades sentiram o tremor. E não se pode atribuir o tremelique ao show particular dos vizinhos do andar de cima.

Talvez algum exu nordestino “baixou” lá por cima, para mostrar que tudo que sobe, desce. Ou cai. Os tremores foram mais sentidos pelos moradores dos andares mais altos. Coincidência ou não, até porque não acredito em coincidências, os abalos aconteceram no dia que se comemora o Descobrimento do Brasil.

Soube da possibilidade de Hades- Deus do mundo subterrâneo – optar por uma festa no núcleo da terra com a presença de trios elétricos baianos para comemorar a data. Talvez, Junior – ex-Sandy e Junior – tenha comparecido à ocasião para dar “uma palhinha” e entre solos de guitarra e bateria tenha convocado os deuses presentes a pular e sair do chão. Talvez.

Outra hipótese é que Nostradamus errou na previsão do fim do mundo. Fico imaginando os azulejos voando nos corredores do Hospital que fica na Zona Leste paulista, como em uma cena tridimensional de um filme de Spielberg. Luciano Huck diria: Loucura, loucura, loucura! Conjecturas a parte, a idéia de um Tsunami já foi descartada e nenhuma ocorrência de danos físicos, graves, foi registrada.

O planeta Terra está na menopausa. Virou uma mulher surtada, completamente descontrolada. Para deixar nordestinos felizes, fora as chuvas, só falta nevar no sertão. O último inverno que passei na Europa foi frustrante. Passei a ser uma exímia telespectadora da previsão do tempo. Cruzava os dedos para ver a neve em Madrid. O governo espanhol por duas vezes – em 90 dias – jogou sal nas ruas esperando os pequenos flocos gelados. Nova frustração. A mãe natureza não realizou o sonho de uma turista baiana. O mais frustrante foi sentir calor em pleno inverno europeu. Completamente frustrante.

Mas já que o mundo anda louco, fico na torcida em relação à neve. Não faço questão dos tremeliques e chacoalhadas como em terras paulistanas. Nem eu, nem a galera que quer o PDDU aprovado e o gabarito da orla de Salvador aumentado. Pelo menos, na ocorrência de um tsunami, economizaríamos nas lavagens que acontecem durante o ano. A cidade levaria um banho de sal grosso, ou fino. Quiçá, diluído...

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