Preso a mil balões de festa, o padre Adelir de Carli, 41, partiu de Paranaguá (PR), na tarde de domingo dia 20 de abril, rumo a um recorde: permanecer por mais de 20 horas no ar. Menos de 10 horas após a decolagem, ele sumiu no litoral norte catarinense.
Nas reportagens sobre o tema, amigos do padre afirmaram que ele era um homem ligado a esportes radicais, praticava pára-quedismo, voava de parapente e também mergulhava. No entanto, especialistas afirmam que pode ter faltado planejamento – e até conhecimento – quando ele resolveu unir a paixão pelo esporte às causas sociais.
Conhecimento certamente faltou. É inadmissível que alguém louco por esportes radicais se lance numa aventura de tal envergadura como a que o padre se propôs, com um aparelho de GPS em mão, mas sem saber usa-lo. É também, para dizer o mínimo, curioso que uma pessoa que pretendia passar 20hs no ar levasse um celular via satélite cuja bateria tem duração máxima de 3h. Só sendo muito maluco ou realmente acreditando na benção divina. Acima de tudo, o religioso contrariou os meteorologistas e ignorou os conselhos das beatas e dos amigos, resolvendo voar mesmo com chuva. As buscas pela Marinha, Aeronáutica, PM e Corpo de Bombeiros já se encerraram. A maior parte das pessoas acha que, apesar da vaidade, o padre já está ao lado de Deus. A família, no entanto, ainda paga um avião bimotor para patrulhar a área em busca do padre, com vida. Seguindo a tradição católica, eles parecem acreditar em milagres.



