quarta-feira, 30 de abril de 2008

Violência em Pauta

Pedaços de madeira, móveis velhos e cartazes. Essas foram às “armas” utilizadas pelos moradores do bairro de Santa Cruz, para interditarem a Avenida Nova República, que liga o bairro à Pituba, em protesto contra a violência da região. Porém, não são apenas esses moradores que estão reféns do perigo, toda a capital da Bahia passa por um período de sitio.

No ano passado de acordo a Secretaria de Segurança Pública - SSP, o registro de assassinatos em Salvador foi em média de 3,66 por dia, totalizando o número de 1.337 mortes, um aumento considerável em relação a 2006, com 967 registros. Realmente, o número de mortes aumentou, e a cobertura do tema também. O que pode ser conseqüência do estado de “toque de recolher”, que a população esta sujeita. César Nunes, novo Secretário da SSP, - que assumiu o cargo após o pedido de exoneração de Paulo Bezerra, ao Governador Jaques Wagner- disse recentemente no Encontro de Coordenadores Regionais de Polícia Civil, que é necessário unificar as ações da Polícia Civil e Militar, e qualificá-los.

Obviamente não podemos esperar um resultado imediato, e enquanto essa “qualificação” é feita, todos os dias as notícias dos números de mortos, o que se tornou uma constante nos jornais por ser um assunto que repercute, estará exposto na mídia. O que curiosamente não é pautado são os motivos desse grande número de assassinatos em Salvador. Pois, é fato que as mortes sempre existiram, mas por que está tão em evidência no momento? Talvez seja apenas pela estatística, porém é notável que na gestão de Wagner esse número aumentou, o que não quer dizer que seja culpa do novo governo.

Com a derrota de Paulo Souto, membro da hegemonia Carlista desde 1991, intrigantemente as mídias que mostravam Salvador como a Terra da Alegria, passou a cobrir com freqüência os casos de homicídios e crimes. Algo nada estimulante para coligação “Bahia de Todos Nós”.

*Midiã Santana

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