quinta-feira, 29 de maio de 2008

Bombas, flores e política

Antônio Almeida

As Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) praticam crimes, seqüestram pessoas, matam e traficam drogas. É necessário que o exército Colombiano atue firmemente no combate a esta guerrilha e que estes criminosos sejam punidos nos rigores da lei.

Porém em tal situação, o que você faria se o seu filho estivesse sob o poder de seqüestradores e o Estado resolvesse jogar uma bomba para intimidá-los? Quando a Venezuela e o Equador negociavam a libertação da fraco-colombiana Ingrind Betancourt o governo da Colômbia fez exatamente isso ao matar um dos líderes das Farc Raul Reyes

Atualmente, o estado de saúde da refém Ingrid Betacourt é grave. Ela está com malária e hepatitbe, do tipo b e corre risco de morte. Ao invés de facilitar as negociações, o presidente Álvaro Uribe cortou o presidente da venezuela Hugo Chavez das negociações. Hugo Chavez já havia conseguido libertar as reféns Clara Rojas e Consuelo González.

Com a morte de Raul Reyes, o governo da Colômbia não só destruiu possibilidades de libertação de Ingrid Betancourt e dos outros reféns como acabou com qualquer chance de uma possível trégua das Farc.

Com sua ação, ele pode até mesmo ter desencorajado os membros de facções pequenas como o PCC (Primeiro Comando da Capital) até a rede terrorista Al-Quaeda a acreditar na trégua, na esperança, na libertação e na paz.

Nenhum comentário: