quarta-feira, 28 de maio de 2008

Mãe do lar

Por: Ísis Santana e Thaís Bittencourt


Historicamente, o fruto da Guerra Fria resultou na atual economia mundial, baseada no capitalismo. E esse modo capitalista perdura e se renova cada vez mais. Antigamente, os bens de consumo tinham durabilidade, mas o “mercado” percebeu que não era lucrativo. Hoje, os produtos são mais frágeis, e o conserto é praticamente o valor de um produto novo.

Os eletrodomésticos são os bens de consumos mais cotados. Eles são “uma mão na roda” para as donas de casa. E diante da modernização em relação à igualdade dos sexos, as mulheres com a ajuda dos eletrodomésticos já não necessitaram mais ser escravas do lar.

Com os dias das mães se aproximando, os informes publicitários bombardeiam com promoções, voltados para as donas de casa, apresentando-lhes os mais novos produtos desde a geladeira ao fogão. Mas mesmo com a mudança social, em que as mulheres trabalham fora de casa, é visível que ainda resistem os conceitos retrógrados, de que a mulher tem a obrigação de se “enfiar” na cozinha.

E o que é um eletrodoméstico em relação ao amor que toda mãe tem pelo filho, em relação as suas travessuras e estripulias. Logo a mãe que depois de árduos noves meses, sofreu com as dores do parto, amamentou, perdeu noites de sono devido aos choros incansáveis, e recebe em um dia tão especial, uma máquina de lavar, em vez de um singelo cartão com um belo café da manhã e um perfume para adocicar o corpo!

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