quinta-feira, 29 de maio de 2008

Os profissionais de mercado
Por Márcia Barreto


Parece brincadeira de criança, mas não é. No último domingo foi veiculada em uma emissora de TV, uma matéria na qual crianças de 10 anos foram aprovadas em um vestibular. Deixando os estudantes universitários revoltados e também a ministra da Educação, que na segunda-feira logo cedo tirou toda a sua equipe da cama, para uma reunião. O resultado foi a criação da nova norma que passa a vigorar em janeiro de 2009, onde os estudantes após a conclusão do curso, farão uma prova e um estágio durante seis meses, e serão observados durante todo o processo. Conseguindo um resultado acima da média terão o diploma, caso contrário, repetirão todo esse percurso.
Louvável! Por que será que a corda sempre arrebenta do lado mais fraco? A ministra no discurso muito “revoltadinho” determina a forma de fiscalizar os alunos, mas quem vai fiscalizar os grandes empresários da educação? O ensino há muito tempo deixou de ser uma instituição que trabalha com objetivo de transmitir conhecimento, criação, inspiração, visão de mundo e aprimoramento pessoal. O que os grandes empresadores(empresários mais educadores) desejam é apenas o lucro.
Se os responsáveis não têm compromisso com a educação, por que será que o Ministério autoriza a abertura destes estabelecimentos de “ensino”? As ditas faculdades são verdadeiros shopping centeres, com praça de alimentação e passarela de moda, onde as patrícinhas e os playboyzinhos brasileiros desfilam os modelitos, das mais caras grifes do país. Como é que, em um cenário desses, a ministra busca por profissionais capacitados e comprometidos? A futilidade, falta de compromisso não é privilégio apenas dos alunos, existem professores que fazem de conta que ensinam e os estudantes fazem de conta que aprendem.
De nada adianta repreender um lado. Todos os envolvidos deveriam dar a sua contribuição para mudar o rumo desta história. Mas se Bárbara Souza for mexer com os protagonistas principais da história, corre o risco de ter a cabeça cortada do espetáculo. Já que a maior parte destes “empresadores” são os grandes patrocinadores do show. Viva os “empresadores” que mandam no país! O presidente é apenas mais um figurante.

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