A televisão brasileira, mais precisamente, a local vem descobrindo uma nova forma de entreter os telespectadores. Programas de cunho assistencialistas e de caráter sensacionalista invadem a programação das TVs baianas. Programas como “Se Liga Bocão” e “Balanço geral”, ambos transmitidos pela Tv Itapoan; e o campeão de audiência comandado por Casemiro Neto, “Que Venha o Povo”, (TV Aratu) são um “prato cheio” para quem curte esse tipo de jornalismo. Isso mesmo! Há quem diga que esses programas moldados com características de telejornais são de fato, jornalismo. O objetivo do jornalismo é reportar a realidade e mostrar a toda população, através dos meios de comunicação. Isso, até esses programas fazem, e demais. Colocam pessoas em situações de maus tratos e miséria e as usam para obter altos índices de audiência.
Em troca de todo um drama protagonizado por essas pessoas, muitas vezes, transmitidos ao vivo, são oferecidos ajudas e assistência. Esse é o cachê que essas pessoas recebem por “escancarar” suas vidas e situações em público. Ajudas como cestas básicas, muletas para deficientes físicos, pagamento de dívidas e outros. A relação é de interesses, ou seja, troca de favores. Através da participação ridicularizada das pessoas essas emissoras ganham audiência. Os telespectadores, constituídos basicamente por pessoas de baixa renda se reconhecem no próximo, se identificam por passarem por situações semelhantes. O povo quer ver seu povo sendo ajudado, já que as autoridades nada fazem por eles.
A pauta principal desses programas populares é sem dúvida, o sensacionalismo. Uma fórmula que deu certo e que gera consideráveis índices de audiência. Um meio de entreter a população local, buscando dramas em comum. Desta forma, a informação vem perdendo seu destaque principal nos programas. Os espaços destinados às notícias se tornam cada vez mais restritos, isso, quando ainda se tem espaço para tal. O entretenimento ganha força e a informação se perde em meio a tanta miséria em exposição.
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