quinta-feira, 29 de maio de 2008

Ressurgindo das cinzas
Por Márcia Barreto

Parece comentário de filme. Mas não é. O que está voltando com força total é o movimento estudantil. Em São Paulo, eles fizeram o reitor da Unifesp Ulysses Fagundes devolver o dinheiro, que ele usou no pagamento de despesas pessoais, com o cartão coorporativo. Em Brasília promoveram a derrocada do reitor Timothy Mulholland por ele ter usado o dinheiro público, na compra de lixeiras automáticas, para colocar em seu apartamento. O movimento estudantil brasileiro começou na década de sessenta com os jovens lutando contra a ditadura. Muitos estudantes eram envolvidos com partidos e hoje participam ativamente no cenário político. Mas atualmente o alvo é outro. A briga é pela melhoria das universidades públicas, e para baixar os preços das mensalidades nas particulares. Sem preocupação política e partidária eles querem apenas justiça e que o uso das verbas públicas seja para melhoria do Estado. A quem, conteste a nova postura dos jovens, de não ter envolvimento político, e digam, que o problema vai ser resolvido, mas as causas permanecerão. O futuro desses jovens é incerto, mas que eles estão conseguindo o que querem, isto é inquestionável.


Esperança para terceira idade
Por Márcia Barreto

Quem disse que lugar de velho é dentro de casa, está enganado. As pessoas da terceira idade voltam às salas de aula e estão concluíndo o ensino superior. Alguns fazem questão do diploma, outros estão interessados apenas em aprender o que não tiveram oportunidade, ou já esqueceram. Com isso eles melhoram a auto-estima e diminuem as entradas nos hospitais. Atualmente são 20 mil idosos matriculados, em universidades abertas para terceira idade, que oferecem várias opções de cursos e eles ainda podem escolher as matérias que desejam estudar. Sem falar da oportunidade de conhecer novas pessoas e assim renovar as amizades e os pensamentos.



De novo! Caso Isabella Nardoni
Por Márcia Barreto

A imprensa brasileira não fala de outra coisa, só do assassinato da criança paulista desde o dia 29 de março. Também o caso é responsável por um aumento de 46% nas audiências dos telejornais. Algumas emissoras deixam nas entre linhas que os assassinos são: pai e a madrasta, antes mesmo do resultado das investigações policiais. A indignação é saber que os protagonistas desta história fazem parte da dita classe média/alta de São Paulo, enquanto a garota de Goiás que foi espancada, teve a língua cortada com um alicate, os dedos machucados com um martelo, não teve o mesmo espaço na grande mídia. Será que é por ela pertencer a uma gama da sociedade que não merece respeito? Ou por seu pai estar desempregado e morar em uma comunidade pobre. E a mãe ter abandonado os filhos? Não desmerecendo do caso Nardoni que é uma brutalidade contra a vida, mas os espaços deveriam ser divididos. São tantas crianças espancadas e mortas em todo o Brasil. Por que só um tem destaque e merece atenção?

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