segunda-feira, 26 de maio de 2008

A moda das residências

Por Ísis Santana e Thaís Bittencourt

O troca-troca de móveis e eletros-domésticos nas residências brasileiras estimula o comércio e fabricação de produtos. Isso acontece, ao passo quê, esse novo hábito é inserido na sociedade brasileira pelos próprios empresários do setor, que ditam a moda de dentro das casas.

Com a proximidade das festas comemorativas, principalmente dia das mães (segundo domingo de maio) e Natal (25 de dezembro) é notório a disputa pelos clientes através das propagandas e, também, nas ruas de maior comércio. Só que os presentes deixaram de ser flores e meias, agora, os mais procurados são os eletros-domésticos e eletrônicos.

A geladeira do casamento da mãe, mesmo ainda funcionando perfeitamente está fora de moda, perdeu o valor e precisa ser trocada simplesmente porque não tem água na porta. O celular é trocado a cada lançamento.

Mas para impreguinar esse comportamento de descarte dos produtos que, a pouco tempo, eram considerados duráveis foi através da conduta: produzir produtos cada vez mais frágeis. E assim os são agora. Os atuais armários, por exemplo, depois de armados, se desarmados, não montam mais.

O que está por trás dos lançamentos, da moda e das compras é obter cada vez mais lucro. No entanto, na sociedade capitalista que usa o cabresto de lucrar não se preocupa com o elevado consumo de materiais do Planeta, muito menos com os resíduos descartados nesse desfile.

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