Andréa Silva
andreastv@gmail.com
Mil balões coloridos, uma roupa feita de material térmico capaz de suportar até dez graus negativos, cadeirinha que flutua na água e um desejo incontido: bater o recorde ficando dezenove horas no ar. O padre Aderli de Cali, 41 anos, queria chegar mais perto de Deus levemente, alcançando o céu, pendurado em bolas de soprar. Que idéia louca!
Mil balões coloridos, uma roupa feita de material térmico capaz de suportar até dez graus negativos, cadeirinha que flutua na água e um desejo incontido: bater o recorde ficando dezenove horas no ar. O padre Aderli de Cali, 41 anos, queria chegar mais perto de Deus levemente, alcançando o céu, pendurado em bolas de soprar. Que idéia louca!
Apaixonado por esportes radicais, o padre já tinha voado de asa delta. E não foi de carona em vou duplo não! Ele aprendeu a pilotar o equipamento entre um e outro intervalo dos compromissos religiosos. Mas esse ano anunciou a mais audaciosa aventura já feita por um homem religioso: Voar de balões de soprar! Quem acreditaria?
Talvez, apenas com idéias sobre as teorias que viu na escola do Cristianismo. Foi lá que ele aprendeu que tem como missão, ensinar os católicos a conquistar a vida eterna com orações, disciplina religiosa e nada de excessos. Radicalismo então, nem pensar!
"Faça o que eu digo, não faça o que eu faço", esse é o ditado que combina com o padre esportista que na segunda-feira, 21/04, com tempo chuvoso e frio, contou com uma platéia formada por admiradores que vibravam com a idéia: velhinhas beatas apavoradas com o que viam e uma legião de jornalistas e fotógrafos. Uma repórter ainda tentou alertá-lo: "Padre o senhor não acha arriscado voar com essa chuva?". "Que nada! Quando eu subir, logo vou estar acima da chuva", respondeu o sacerdote.
Hoje, se vê que os planos de padre Aderli não deram certo. O vento o levou para longe dos destinos traçados, e mais: o esportista experiente não sabe usar o GPS. Os balões foram encontrados boiando no mar do litoral catarinense, ufa! Fico pensando na maldita pergunta da nossa querida jornalista. Praga de repórter pega, viu!? O padre está desaparecido, as buscas não param. E agora, mais do que nunca, precisamos de toda a devoção das beatas da paróquia de São Cristóvão, na cidade de Paranaguá, no Paraná, onde ele congregava, para rezar. Que elas peçam pela vida do padre. De volta à igreja ele podrá traçar outros planos para chegar mais perto de Deus. E sem correr riscos...
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