A relação entre Brasil e Espanha anda um pouco abalada. O motivo: brasileiros não aceitos na Espanha e espanhóis são repatriados do Brasil. O clima é de preocupação para aqueles que desejam transitar entre os dois países, mas muito mais pelos brasileiros, que têm tido o visto negado injustamente. Nosso país é conhecido pela diplomacia e pela política de boa vizinhança, mas precisa acordar para o desrespeito com os seus cidadãos que tentam entrar em outros países. E não precisamos ser tratados como exceção: é necessário apenas que se cumpram as leis de imigração.
A verdade é que o responsável pela boa relação entre os dois países é muito mais do Brasil do que da Espanha, por ser um país pacífico e que por vezes beira à passividade excessiva. Nos últimos tempos, enfrentamos uma série de restrições à entrada de brasileiros em território espanhol. Só em 2007, segundo informações do consulado geral brasileiro, mais de 3 mil pessoas foram barradas na Espanha e até o último dia 13, mais de mil tiveram sua entrada negada. Em contrapartida, entre 2005 e 2007, conforme dados indicados pela Polícia Federal, apenas quatro espanhóis foram deportados ao país de origem.
Mas esse número subiu. Desde janeiro desse ano até a segunda quinzena de março, mais de 20 turistas de origem espânica tiveram negada sua permanência em solo brasileiro. A Polícia Federal justifica que os deportados não tinham os documentos exigidos pela lei de imigração. Coincidência ou não, o número de turistas espanhóis repatriados cresce a partir do fato dos relatos de maus tratos e discriminação de brasileiros na Espanha. Os depoimentos são os mais diversos: eles não podem fazer ligações, ficam presos em aeroportos, sem alimentar-se e expostos a constrangimentos.
A verdade é que o responsável pela boa relação entre os dois países é muito mais do Brasil do que da Espanha, por ser um país pacífico e que por vezes beira à passividade excessiva. Nos últimos tempos, enfrentamos uma série de restrições à entrada de brasileiros em território espanhol. Só em 2007, segundo informações do consulado geral brasileiro, mais de 3 mil pessoas foram barradas na Espanha e até o último dia 13, mais de mil tiveram sua entrada negada. Em contrapartida, entre 2005 e 2007, conforme dados indicados pela Polícia Federal, apenas quatro espanhóis foram deportados ao país de origem.
Mas esse número subiu. Desde janeiro desse ano até a segunda quinzena de março, mais de 20 turistas de origem espânica tiveram negada sua permanência em solo brasileiro. A Polícia Federal justifica que os deportados não tinham os documentos exigidos pela lei de imigração. Coincidência ou não, o número de turistas espanhóis repatriados cresce a partir do fato dos relatos de maus tratos e discriminação de brasileiros na Espanha. Os depoimentos são os mais diversos: eles não podem fazer ligações, ficam presos em aeroportos, sem alimentar-se e expostos a constrangimentos.
O clima de tensão aumenta quando o Ministério das Relações Exteriores no Brasil sugere “lei de reciprocidade” após 30 estudantes brasileiros serem impedidos de entrar em território espanhol no início desse mês. A lei de reciprocidade, que nada mais é do que usar do mesmo rigor que os espanhóis utilizam para aceitação de estrangeiros, está bem longe de corresponder aos abusos cometidos com os brasileiros. Não que não valha e também não significa o “pagar com a mesma moeda”, mas está mais do que na hora de o brasileiro resgatar o orgulho próprio e tomar ações mais incisivas. E a única coisa de que precisamos é respeito para com nossos cidadãos.
*Alice Coelho
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