quarta-feira, 28 de maio de 2008

Feira de sensações

Sendo um dos curiosos cartões de visita da capital baiana, a Feira de São Joaquim encanta conterrâneos e turistas. Um amplo espaço preenchido por mesas, depósitos, barracas e tendas abarrotadas de curiosas especiarias. Nesta sofisticada feira baiana, encontramos de tudo um pouco. Dando um tour pelas mediações da feira encontramos produtos como verduras, frutas, temperos, animais, como galinha e porco, cigarro de palha, bebidas, incenso, panelas, roupas, calçados e até receita de magia para o amor e mau olhado.
É um verdadeiro mercadão a céu aberto. Ao entrar e depois dar alguns passos, você tem a impressão de que está num labirinto. A feira possui estreitos becos, e alguns, estreitos até demais. É preciso ter muito cuidado para não se esbarrar em carregamentos amontoados pelos becos e que bloqueiam de certa forma a passagem.
O ambiente mistura sons, cores, cheiros e sensações. É gente passando de um lado para o outro, vendedores animadíssimos gritando para chamar a atenção dos consumidores, animais emitindo seus sons característicos e donas-de-casa pechinchando. Quando chove, aí é que fica uma beleza, o chão fica todo coberto de lama e sair de lá sem sujar as roupas e as pernas é quase impossível. Afinal, quem está na feira é pra pechinchar e se melar.
A feira de São Joaquim possui características de feiras de cidades do interior da Bahia. Basta entrar e perceber o seu ambiente, que lembra essas cidades calmas, pequenas e com alto “teor cultural”. A feira representa a cultura local da cidade de Salvador, e como esta coluna é destinada a assuntos sobre cultura, seria um deslize meu não falar sobre ela.
A maior feira ao ar livre da cidade tem 43 anos de idade e está localizada no bairro do Comércio. São 34 mil metros quadrados ocupados e que garante a instalação de várias barracas e tendas que fornecem produtos frescos e com preços mais baixos. Segundo a Secretaria Municipal de Comunicação Social (SMCS), a feira está em processo de obtenção de título de Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.
Mesmo quando a chuva chega querendo impedir o movimento, ninguém desanima, até mesmo os fregueses. O que eles querem mesmo é ver as novidades e comprar mais barato. A cada barraca você sente um cheiro diferente. Desde o cheiro das frutas, das carnes em exposição e suor dos feirantes, aos odores de alimentos estragados, etc. Ao contrário de muitas feiras, esta tem até estacionamento exclusivo para os freqüentadores que, por sinal, não são poucos. Passam por lá, gente feia e bonita, educada e ignorante, pobre e rica. Na feira, tudo se mistura.

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