quinta-feira, 29 de maio de 2008

COLUNA

Nem sempre é uma questão de comportamento


Carlos José e Gabriela


No cinema pode-se notar os mais diversificados tipos de comportamento. Dos teens à velha-guarda, todos adoram freqüentá-lo. Mas, existiria um comportamento ideal para o público pagante? De pipocas à big sanduíches, com direitos a idas e voltas no banheiro, seria possível estabelecer um comportamento específico para essas salas? Dependeria do público ou do gênero do filme? Quem é que deve ditar como se comportar?

É comum e até comprovado pelos movimentos em shoppings que a faixa etária que ocupa a maior parte das cadeiras de um UCI, por exemplo, são os jovens de 13 a 21 anos. A fase turbulenta que caracteriza a maioria dos jovens dessas idades, traduz a falta de compostura que acaba irritando muitas pessoas de idades diferentes que também vão ao cinema.

Por ser um espaço “socializado”, as pessoas deveriam absorver a idéia de que existem normas que exigem uma adequação ao local. Afinal, o que leva as pessoas a irem ao cinema dentre muitas razões é o fato de assistir o filme em um telão, para muitos a sensação do glamour de ver tal filme no dia do lançamento, ou seja, lá os efeitos farão sentir sensações que em casa certamente não sentiria.

O gênero do filme é o fator principal que vai definir o(s) estímulo(s) do público espectador. Já pensou uma comédia onde os espectadores estivessem mudos? Muitas vezes as pessoas riem sem nem saber do que se trata, somente porque ouviu a outra. E um terror ou suspense sem aqueles gritinhos e sustos?

Porém atender o celular, ou simplesmente deixá-lo tocar, sujar o local, falar alto, são gestos inadmissíveis em lugares públicos quando exigem acima de tudo o silêncio. As pessoas devem se adequar às normas ditas éticas de uma sociedade porque senão viraria uma eterna baderna. Agora se você sentar em uma poltrona e à sua frente tiver um cara com as costas bem largas e aquele cabeção, não vai reclamar do comportamento não!

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