A atual conjuntura sócio-econômica de Salvador culminou com a explosão da violência na capital baiana, constantemente divulgada pelos veículos de comunicação. Essa realidade não pertence a este governo ou ao passado. É apenas reflexo do que a falta de medidas eficazes pode causar a uma cidade.
As estatísticas comprovam o que era sabido pelos cidadãos: o aumento da violência nos grandes centros. Entre esses se encontra Salvador, que é considerada a quarta capital, entre 200 municípios pesquisados, com maior número de homicídios. Em 2006 foram registrados 678 assassinatos, enquanto 2007 registrou 975. O aumento de quase 40% é bastante significativo e desperta nas pessoas sentimentos díspares.
A sensação de insegurança é agravada pela excessiva vinculação, de informações sobre a violência, pelos veículos de comunicação. Tornando-se uma rotina, desagradável, fazer as refeições e acompanhar as estatísticas das mortes do final de semana. A impressão é de estar vivendo em uma guerra civil.
Em relatório divulgado em 2008 pela Rede de Informação Tecnológica Latino Americana.(Ritla), o crescimento da violência ocorre em todo o Brasil. Entre 1996 e 2006 o número de assassinatos no país foi maior do que o crescimento da população. Ao passo que a criminalidade aumentou 20%, a população brasileira cresceu apenas 16,3%.
Quem pode pagar, protege-se com o que há disponível no mercado de segurança particular; vidros blindados, cerca elétrica, alarmes, entre outros. Para quem não tem condições da arcar com a conta, resta resguardar-se em suas casas cercadas por muros e grades e, torcer para não virar mais um número. Esta sensação de insegurança é agravada pela excessiva vinculação dos veículos de comunicação.
Por ora o misto de impotência e revolta toma posse da população baiana, que assiste perplexa, nos telejornais, a linchamentos cometidos por populares revoltados, violência contra idosos (caso do diácono José Sérgio Barbosa Fontes agredido por um perito da Polícia Civil), grupos de extermínio encabeçados por militares- responsáveis por zelar pela ordem e segurança entre outras barbáries.
A incerteza do amanhã torna-se uma constante entre os soteropolitanos, que não sabem se irão retornar para seus lares após a jornada de trabalho ou até ir a esquina comprar pão. Contudo a temática parece não despertar tanta atenção dos "responsáveis" por governar a cidade, pois até o momento nenhuma atitude coerente foi tomada.
Percebe-se que não adianta promover pequenas ações isoladas como algumas câmeras em ônibus espalhados pela cidade, banho de luz e guarda municipal. É preciso despertar e investir em projetos eficientes, a curto prazo, que visem proporcionar aos cidadãos baianos uma condição digna para viver, pois os altos impostos pagos deveriam servir para algo.
*Karina Oliveira da Silva
quinta-feira, 29 de maio de 2008
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