Silmara Miranda
Febre, dores no corpo, principalmente nas articulações, e dor de cabeça. Também pode aparecer manchas vermelhas pelo corpo e, em alguns casos, sangramento. Esta é a cena mais comum, hoje, nos hospitais do Rio de Janeiro, devido ao alastramento da dengue. Qual o motivo, afinal de contas, do surto da doença na cidade?
Febre, dores no corpo, principalmente nas articulações, e dor de cabeça. Também pode aparecer manchas vermelhas pelo corpo e, em alguns casos, sangramento. Esta é a cena mais comum, hoje, nos hospitais do Rio de Janeiro, devido ao alastramento da dengue. Qual o motivo, afinal de contas, do surto da doença na cidade?
Em março de 2002, o Brasil foi atingido por uma das piores epidemias de dengue na sua história. Seis anos depois, o mosquito volta a atacar. Segundo dados do Ministério da Saúde, já foram registrados quase 50 mil casos da doença no Estado do Rio de Janeiro, que resultaram em 70 mortes, sendo 45 somente na cidade carioca. A doença é transmitida apenas através da picada de uma fêmea contaminada do Aedes aegypti, pois o macho se alimenta de seiva de plantas.
As linhagens dos mosquitos, surgiram antes de aglomerações e movimentações nas cidades, assim, tinham poucas chances de causar grandes epidemias e terminavam por falta de hospedeiros susceptíveis. Contudo, com o crescimento populacional urbano, houve uma maior disponibilidade de hospedeiros humanos, propiciando um crescimento substancial da população viral.
Aliado ao aumento da população urbana, existem centenas de favelas nas quais a coleta do lixo ocorre com pouca freqüência e o sistema de esgoto é precário. Dessa forma, torna-se difícil a tarefa de eliminar poços de água, oferecendo conseqüentemente, abrigos para o mosquito pôr seus ovos. Em 90% dos casos, o foco da dengue está nas residências.
Uma característica comum do mosquito é ele picar principalmente ao amanhecer e no final da tarde. Na época do calor - primavera e verão - o seu ciclo reprodutivo fica mais rápido e ele se multiplica com maior velocidade. A temperatura ambiente entre 26 e 28 graus é a que mais favorece o mosquito. Qualquer temperatura inferior a 18 graus o torna inoperante, e com 42 graus, ele morre. Portanto, a incidência de casos da doença é especialmente nos países tropicais como o nosso.
Dessa forma, já que existem condições naturais no Brasil que favorecem a proliferação do mosquito, há de se cuidar do sistema de saúde pública que há muito é precário e insuficiente. A soma da conscientização da população no combate ao transmissor e um sistema de saúde mais eficiente, pode ajudar a erradicar o surto e evitar mais mortes.
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